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12.01.2026 08:59 PM
O dólar americano corre o risco de entrar em uma grande queda em meio a altas chances de um corte nas taxas de juros pelo Fed antes do esperado

O ano de 2026 começou sem qualquer período de aquecimento. Mal o champanhe foi servido nas taças de Ano Novo, choques geopolíticos já abalavam os mercados, após o rapto do presidente da Venezuela por forças especiais dos Estados Unidos e a exigência aberta de "ceder a Groenlândia". Além disso, surgiram notícias de que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, estaria sob investigação do Departamento de Justiça dos EUA.

Embora a investigação esteja relacionada a um tema relativamente trivial, a renovação da sede do Federal Reserve em Washington, há poucas dúvidas de que a verdadeira fonte de pressão sobre Powell seja a intenção da administração de Donald Trump de forçar o Fed a cortar as taxas de juros. Powell é conhecido por sua postura cautelosa em relação à política monetária, o que claramente não agrada ao presidente.

Esse conjunto de notícias é baixista para o dólar americano e altista para o ouro, que voltou a renovar sua máxima histórica com relativa facilidade. Ainda não está claro se o dólar conseguirá se fortalecer, especialmente porque o relatório do mercado de trabalho divulgado na sexta-feira indicou que os problemas de emprego nos Estados Unidos podem ser muito mais profundos do que se imaginava anteriormente.

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As folhas de pagamento não agrícolas cresceram em 50 mil, ligeiramente abaixo das previsões, enquanto os números dos dois meses anteriores foram revisados para baixo em 76 mil. Como resultado, 67 mil postos de trabalho foram perdidos no quarto trimestre. Desde abril, o emprego fora dos setores de agricultura e saúde caiu em aproximadamente 354 mil vagas. Diante desses dados, torna-se difícil sustentar, de forma convincente, que a economia dos EUA esteja crescendo de maneira sólida e consistente.

O que fica claro, no entanto, é que Trump pode estar mais certo do que errado: a situação atual do mercado de trabalho parece ainda mais relevante do que a inflação — que permanece elevada — e constitui um forte incentivo para cortes de juros mais rápidos, possivelmente já em janeiro. No momento, os mercados precificam dois cortes de juros neste ano, em junho e setembro, enquanto as expectativas para janeiro indicam 95% de probabilidade de manutenção das taxas. Essa confiança tem ajudado o dólar a se sustentar, mas surge a questão: e se o mercado passar a levar o enfraquecimento do emprego mais a sério?

Por ora, os mercados operam com base em projeções de que o PIB dos EUA crescerá cerca de 2% neste ano, que os juros serão reduzidos duas vezes e que os rendimentos dos Treasuries de 10 anos permanecerão próximos dos níveis atuais. Esse cenário pressupõe estabilidade. No entanto, observa-se uma intensificação da pressão sobre o Federal Reserve, enquanto o mercado de trabalho passa a colocar em dúvida as perspectivas de crescimento do PIB.

O relatório da CFTC mostrou que os investidores seguem vendidos no dólar: ao longo da semana, a posição líquida vendida da moeda americana frente às principais divisas globais aumentou em US$ 1,3 bilhão, atingindo –US$ 11,9 bilhões. Esse desequilíbrio é impulsionado quase inteiramente por uma única moeda — o euro, cuja posição comprada alcançou US$ 23,8 bilhões. Em relação às demais moedas, com exceção do iene e do peso mexicano, o dólar aparenta leve força, mas essa vantagem é marginal.

Em outras palavras, os principais fatores capazes de influenciar a taxa de câmbio do dólar neste momento parecem mais negativos do que positivos. A inflação, até aqui, ficou fora do centro das atenções, já que o crescimento dos preços não se materializou nos últimos meses, apesar dos receios de que novas tarifas elevassem os custos. Essas preocupações baseavam-se na premissa de que tarifas mais altas seriam inevitavelmente repassadas ao consumidor final, uma vez que as grandes empresas só conseguiriam absorver parte do impacto por meio da redução de margens e ganhos de eficiência.

Na terça-feira, será divulgado o relatório de inflação ao consumidor (CPI) de dezembro, seguido pelos preços ao produtor (PPI) e pelas vendas no varejo de novembro, na quarta-feira. Caso a inflação mostre sinais de desaceleração, a pressão sobre o Fed tende a se intensificar, levando os mercados a revisar as expectativas para os juros e, consequentemente, aumentando a pressão sobre o dólar. Se, por outro lado, a inflação surpreender para cima, a reação do mercado poderá ser ainda mais imprevisível, mas provavelmente se traduzirá em um dólar mais forte frente às moedas de commodities, fraqueza frente ao iene e um novo recorde histórico para o ouro.

Kuvat Raharjo,
Especialista em análise na InstaForex
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Evgeny Klimov
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